Terça-feira, 28 de Outubro de 2008

A1 Team Portugal com excelente teste em Silverstone


O A1 GP Team Portugal esteve na passada, segunda-feira, em Silverstone, onde Filipe Albuquerque efectuou uma sessão de testes, que visou não só a próxima ronda do A1 GP em Chengdu na China, mas também dar ao jovem piloto português a oportunidade de ficar a conhecer melhor o novo monolugar, depois de em Zandvoort não ter tido tempo para mais que a qualificação e as duas corridas, ainda para mais debaixo de condições climatéricas muito adversas.
Numa versão mais pequena do traçado britânico, em que o tempo por volta rondava os 47 segundos, o conimbricense fez 85 voltas e saiu bastante satisfeito e impressionado com o A1 GP Powered by Ferrari. “O teste correu muito bem e saio satisfeito. O importante era fazer muitas voltas para ficar a conhecer bem o novo carro e isso foi plenamente conseguido e conseguimos fazê-lo com piso seco. Deu para perceber que o A1 GP tem um potencial enorme, curva muito depressa, mais até do que o GP2 antigo, o que demonstra bem a sua competitividade. Era importante fazer muitas voltas e por essa razão nunca fui ao limite, pois quis evitar qualquer percalço que me obrigasse a ficar parado a meio do treino”, começou por dizer Filipe Albuquerque.
Durante a manhã o piloto do A1 GP Team Portugal assinou a terceira marca, enquanto da parte da tarde foi segundo, sendo apenas batido pela Suíça, que estava a utilizar uns pneus de desenvolvimento da Michelin. “Fiquei a menos de quatro décimas do Neel Jani. Ele utilizou dois jogos de pneus novos, enquanto eu só usei um, para além de que ele esteve a testar umas novas borrachas de desenvolvimento da Michelin, para além de que usou o push to pass e eu não. Mas a minha preocupação era sobretudo conhecer os limites do carro, pelo que nem fiz alterações às afinações. As duas provas que fiz recentemente das World Series Renault ajudaram a que tivesse com um bom ritmo, que me permitiu até quase não transpirar, o que me surpreendeu um pouco, mas que se deve também à facilidade com que se conduz o novo A1 GP”, concluiu o jovem português.
A acompanhar Filipe Albuquerque esteve Pedro Matos Chaves, o director desportivo da equipa. “Foi um dia típico em Silverstone, sol e frio de manhã e chuva da parte da tarde. O Filipe fez um excelente trabalho, efectuando muitas voltas, que era o importante nesta fase. Rodou com pneus usados e com um jogo de pneus novos, para ver até onde pode ir com os novos em qualificação e para perceber o que duram os usados. Não cometeu erros, que podiam comprometer o teste, pelo que foi um dia 100% positivo”, referiu.
Igualmente contente estava Luís Vicente, o CEO do A1 GP Team Portugal. “Estamos muito satisfeitos por podermos finalmente iniciar o nosso trabalho de aprendizagem com o novo carro. Esta foi a primeira sessão de testes em que podemos participar e o objectivo para hoje era o de permitir ao Filipe rodar com o carro o mais possível sem grandes preocupações de procura das melhores afinações. Consideramos o resultado final muito positivo pois o Filipe pode rodar pela primeira vez em piso seco, tendo completado cerca de 225 kms nas 85 voltas que completou ao circuito de Silverstone. O Filipe ficou muito bem impressionado com a rapidez do carro e a sua capacidade de travagem e na verdade conseguiu de imediato um feeling excelente, realizando tempos bem próximos da Suíça que tinha já testado em Silverstone na passada quinta feira. Foi pena a verdadeira tempestade de granizo que se abateu sobre o circuito e que obrigou à interrupção prematura dos treinos e que fez com que o Filipe apenas completasse uma tentativa com pneus novos nessa sessão. Estamos certos que poderíamos ter conseguido ainda tempos mais rápidos se conseguíssemos algum tempo adicional em pista. É importante salientar que o Filipe foi o concorrente regulamentar mais rápido na sessão da tarde, pois a Suíça rodou com pneus de desenvolvimento da Michelin a pedido da organização. Estamos confiantes que em Chengdu poderemos continuar o bom trabalho iniciado aqui e em definitivo esquecer o fim-de-semana muito difícil que suportamos em Zandvoort. A equipa está muito unida e motivada e a trabalhar a 200% de forma a recuperarmos o tempo perdido”, concluiu.

Tempos:
1º Suíça, 46,098s;
2º Portugal (Filipe Albuquerque), 46,415s;
3º França, 47,077s;
4º Brasil, 47,230s;
5º China, 47,269s;
6º Coreia, 47,327s.